Dia Nacional da Adoção
A adoção é um ato legal e definitivo, que torna filho uma criança e/ou adolescente nascido de outra pessoa, e este filho terá garantido todos os direitos e deveres inerentes a esta condição – inclusive quanto ao nome e à herança.
Há alguns requisitos para uma pessoa poder adotar: ter idade acima de 18 anos e ser pelo menos 16 anos mais velha do que o adotado. Em relação à família biológica, avós não podem adotar netos nem irmãos podem adotar outros irmãos, mas tios podem adotar sobrinhos.
Em contrapartida qualquer criança ou adolescente podem ser adotada desde que os pais tenham concordado com a adoção ou foram destituídos do poder familiar através do devido processo judicial.
As pessoas que desejam adotar precisam procurar o SETOR PSICOSSOCIAL do Fórum da Comarca de Joinville, localizado na Rua Hermann August Lepper, 980- Bairro Saguaçu- das 12:00 às 19:00 horas. Telefone de contato: 3461-8513. E as instituições de acolhimento não fornecerão nenhuma informação sobre adoção, pois as crianças abrigadas não necessariamente estão disponíveis para adoção.
Interessante é observar, que o Estado de Santa Catarina possui 2.630 casais inscritos para adoção, deste número aproximadamente 20% já se encontram em estágio de convivência com criança e adolescentes, ou seja, estão com alguma criança sob guarda somente aguardando a sentença judicial de adoção.
Na comarca de Joinville há 374 casais habilitados com o seguinte perfil: 241 aceitam meninos e meninas, 110 aceitam apenas meninas e 23 aceitam apenas meninos. Do total de inscritos, 98% aceitam crianças brancas e 54% aceitam crianças mulatas e negras. E em relação a idade 59% desejam crianças até 1 ano, 50% crianças até dois anos e apenas 1,8% querem crianças acima de 07 anos. Esses dados são de 19.05.2011.
No ano de 2010 foram realizadas 43 adoções, sendo 22 de crianças na faixa etária até dois anos e 21 crianças de 2 a 16 anos, incluindo grupo de irmãos. E em Joinville há 24 crianças/adolescentes disponíveis para adoção na faixa etária de seis anos(uma criança) sete (duas) nove(duas) e os demais tem de 10 a 16 anos.
Em cumprimento a nova lei da Adoção, todos os casais que ingressaram ou que irão ingressar com pedido de inscrição no cadastro obrigatoriamente participarão do Curso para Pretendentes a Adoção que ocorre nas dependências do Fórum de Joinville. O curso tem duração de 10 horas, que são distribuídas em cinco encontros e abordam vários aspectos como os aspectos legais, jurídicos, sociais e psicológicos que envolvem a adoção.
E em Joinville existe uma ONG chamada GRUPO DE ESTUDOS E APOIO A ADOÇÃO DE JOINVILLE, formado por pais e filhos adotivos, profissionais e pessoas da comunidade que se interessam pela causa da adoção, o GEAAJ defende que o melhor lugar para qualquer criança/adolescente criar e/ou recriar a sua história de vida é no seio de uma família, seja ela biológica ou adotiva.
O grupo tem a preocupação básica de divulgar a “adoção legal” para entidades, hospitais, postos de saúde, escolas e associações de bairros, com o objetivo de que cada vez mais pessoas procurem o Poder Judiciário em busca de orientações para uma adoção conforme a legislação brasileira.
Portanto, neste dia tão especial que se comemora o dia nacional da adoção fica o convite para pensarmos um pouco sobre este tema, e deixar de lado o preconceito ou a falta de conhecimento quando o assunto for adoção. E você pode sim fazer a diferença!
Texto elaborado pelo Setor de Serviço Social do Fórum da Comarca de Joinville e Grupo de Estudos e Apoio a Adoção de Joinville
Uma reflexão sobre a entrega dos filhos em adoção pelas mães biológicas
Por Lara Patrícia Wunderlich
A ideia de desenvolver uma pesquisa sobre as questões referentes às mães que entregam seus filhos para adoção surgiu pelo meu envolvimento com o Grupo de Estudos e Apoio à Adoção na cidade de Joinville (GEAAJ) desde 2004. Nosso trabalho voluntário dedicado à causa da adoção já conquistou o respeito e o reconhecimento da comunidade, inclusive no âmbito acadêmico. Na mesma instituição em que me formei como psicóloga, inicialmente entrelacei algumas questões referentes à adoção sob forma de apresentações de trabalhos aos alunos do curso de psicologia, como o projeto “Falando sobre Adoção”. Nesse percurso, observei a falta de trabalhos no meio científico sobre as mulheres que entregam seus filhos em adoção, os motivos da decisão, os fatores que neste sentido influenciaram e qual o significado da separação dos filhos.
Como psicanalista, além de pesquisar as possíveis influências na decisão das mães biológicas em doar um filho e tentar responder a tal questão, a proposta foi desenvolver um trabalho que procurasse contemplar não somente o desejo de não exercer a função materna, mas também o trabalho de escuta como um todo, com as especificidades e a subjetividade que são próprias de cada história, propiciando assim “um lugar” a essas mães biológicas cujo desejo manifesto foi entregar um filho em adoção. Considerei então o valor de cada história em sua singularidade para analisar os motivos conscientes e inconscientes que levaram as mães ao ato de doar.
Com o apoio do Fórum da comarca de Joinville, em Santa Catarina, contei com a participação de mães que tinham entregado seus filhos em adoção no mesmo local. Minha pesquisa bibliográfica foi complementada por estudo exploratório, e a escuta da história destas mulheres/mães auxiliou no desejo de se poder dizer algo sobre elas.
Na pesquisa, os fatores econômicos indicaram uma classe econômica baixa – mas não foi este o único motivo que levou à doação de um ou mais filhos, pois se acentuou na minha escuta a posição subjetiva revelada através das falas das mães a respeito da herança deixada pelas marcas constitutivas da relação com suas próprias mães. A dificuldade em exercer a função materna das entrevistadas foi atravessada por seus próprios conflitos internos e pelo sentimento de rejeição e abandono quando crianças. Consequentemente projetaram externamente algo que está presente em sua subjetividade; ou seja, na sua posição materna reatualizaram o abandono vivido na infância.
A partir desse pressuposto, a doação de um filho pode ser uma expressão singular das trocas afetivas entre as mães biológicas da pesquisa e suas próprias mães. O ser mulher e o ser mãe e a relação com seus filhos guardaram nítidas relações com aquilo que foi vivenciado na condição de filhas, e a construção da função materna parece ter sido influenciada pela história familiar de cada uma.
Outro fator observado foi o papel do lugar que as crianças entregues em adoção ocupavam para essas mães, o qual, levando-se em conta a narrativa consciente, apresentou variações para cada uma das entrevistadas. Porém, ao lançar um olhar mais subjetivo, contemplando os significados inconscientes, todas as crianças eram frutos de relacionamentos sem vínculo de afeto.
Apesar desse aspecto comum em entregar seu filho em adoção entre as mulheres entrevistadas, existiram sentimentos que as diferenciam – e um deles é o amor materno e o desejo de exercer a função materna mesmo se os filhos foram gerados “acidentalmente”. Sabemos que, para a psicanálise, se a mulher tem um filho é porque houve um desejo em tê-lo – mas nem todas as mulheres que entregaram um filho em adoção o fizeram sofrendo intensamente a dor da perda, pois não desejaram efetivamente exercer a função materna. Entretanto, quando este desejo existe e é atravessado pela impossibilidade objetiva de exercê-lo, a entrega do filho é marcada pela dor da perda e pelo sofrimento. Ou seja, a decisão da mãe em entregar um filho para adoção pode ter vários significados, desde a aceitação da impossibilidade de criá-lo, sua rejeição em relação ao seu filho por seus próprios conflitos internos ou o desejo de não exercer a função materna.
Sob a ótica da psicanálise, pode-se deduzir que maternidade e gestação não são absolutamente a mesma coisa. Não se pode dizer que o processo de tornar-se mãe é adquirido a partir da gestação. É preciso compreendê-lo a partir da constituição subjetiva da mulher que engravida com sua própria história singular: a que desejo remete o desejo de se ter um filho, a relação com as figuras materna e paterna, suas identificações com a própria mãe e o lugar que tem o pai e o homem na vida destas mulheres. São estas questões que a psicanálise contribui para responder que lugar a maternidade, e cada criança, vêm ocupar para essas mulheres – e como cada mulher responde ao enigma do feminino, já que o feminino e seu enigma correspondem à subjetividade da cada mulher.
Com o olhar da psicanálise espero ter esclarecido alguns questionamentos que até agora encobriam o tema, e ter também propiciado alguma compreensão da situação da mãe que entrega um filho, da relação que existe ou não entre mãe e filho e um certo entendimento intrínseco do sistema familiar e social no qual a mãe que entrega um filho para adoção esteve e está incluída, respeitando sempre a singularidade de cada situação.
Sabemos que o processo de adoção revela-se como um dos mais importantes na área da Infância e da Juventude, visto que objetiva a colocação de uma criança em família substituta de forma definitiva e irrevogável. Para tanto, é claro, aponto a necessidade de preparação e qualificação dos profissionais para que não sejam assumidas atitudes preconceituosas ou pautadas em “boas intenções”, mas cientes do real conhecimento acerca da situação tratada.
Infelizmente, o preconceito e pontos de vista sem a necessária reflexão teórica e metodológica ainda permeiam muitos espaços por onde passam estas mulheres. Preconiza-se incessantemente no processo de entrega em adoção a defesa dos interesses da criança (ECA), e o posicionamento mais comum dos profissionais diante das mães biológicas é o de que elas não têm a mesma importância que o filho. Atualmente, a doação de um filho é simbolizada pela “rejeição e abandono de uma criança pela mãe”. É preciso desmitificar essa associação genérica entre adoção e abandono. Ainda, preconiza-se muitas vezes manter o vínculo com a mãe biológica a qualquer preço. A permanência de mães com um filho sem que esta tenha condições externas, internas ou ambas para fazê-lo, pode levar as mães a abandonem seus filhos em outro momento, favorecendo a ocorrência do problema da adoção tardia e colocando em risco o desenvolvimento afetivo do bebê.
Considerando tais fatores, pode-se verificar que a ausência de elaboração adequada na doação de um filho pode explicar alguns casos nos quais o ciclo abandono-adoção tende a se repetir, pois, das mulheres entrevistadas, apenas uma doou um único filho. Esta ocorrência aponta para a necessidade de favorecer um espaço onde seja possível escutá-las. .
Para essas mães, concordar em participar da minha pesquisa falando individualmente sobre sua história pode ter se configurado como uma oportunidade de refletir sobre seus sentimentos e percepções. Trabalhar na escuta a partir das palavras (ou do silêncio) possivelmente representou para elas um momento de reflexão, possibilitando uma elaboração para uma nova direção.
Como bem disse Lacan: “O discurso freudiano trilha, no enunciado do problema ético, algo que por sua articulação permite-nos ir mais longe do que nunca se foi naquilo do que é o essencial do problema moral”.
Lara Patrícia Wunderlich é psicóloga, psicanalista e voluntária do GEAAJ desde 2004. Participa de fóruns de debates para discutir o assunto da adoção, encoraja iniciativas de políticas públicas e sociais na construção de projetos institucionais de acompanhamento às mães e desenvolve projetos na criação de grupos de orientação aos profissionais, promovendo assim aceitação e apoio social às mães que entregam seus filhos em adoção.
VOU ADOTAR- QUERO AMAMENTAR
A mãe pode começar a produzir leite, mesmo não tendo passado por uma gravidez e sem a necessidade de usar medicamentos para produzir leite!. É claro que o sucesso desse trabalho depende principalmente do desejo de amamentar e, também, de muita persistência e apoio.
Os dois primeiros, dependem exclusivamente de você, e o terceiro, das pessoas que estão mais próximas de você: seu marido, sua família em geral, e seus amigos. Trocar idéias com todos os envolvidos e procurar ficar tranqüila ajuda, pois o estado emocional terá grande influência.
Algumas sugestões:
Antes da chegada do bebê,( pode ser 1 mês antes) podem ser feitas massagens circulares por toda a mama, estimulando aréola e mamilo, algumas vezes por dia e, compressas mornas nas mamas por 20 minutos, podendo ser feitas várias vezes ao dia ( auto-estimulação).
Quando o bebê chegar, continuar procedendo com as massagens e as compressas alem de utilizar a técnica de relactação ou lactação adotiva: usando uma “sonda nasogástrica” 4 ou 6, colocando uma das extremidades num pote (seringa ou copinho) com leite e a outra, previamente cortada ( tem furinhos nas laterais da ponta) no bico do peito. Podemos deixar a criança mamar. Aos poucos abaixamos o pote para forçar uma mamada mais forte e gradativamente observamos que vai sobrando mais leite no pote, pois o bebê estimula a produção do peito e acaba mamando o leite da mãe.
Sempre é bom observar o conforto da mãe ao dar de mamar e da criança na pega do bico e no contato com o corpo da mãe. Os intervalos entre as mamadas, se a quantidade de leite do pote não for grande, pode ser semelhante ao das mamadas exclusivamente de peito, cerca de 1 hora ou pouco mais no início. A grande freqüência de levar o bebê ao peito, ajuda a estimular a produção.
A sucção da boca do bebê é o maior dos estímulos e é de grande importância que a criança vá ao peito muitas vezes por dia (8 ou mais).
Os cuidados com o bico (atenção na pega, manter seco e arejado, um pouquinho de sol antes de iniciar a amamentação...) são os mesmos para todas as mulheres.
O apoio e confiança do pai, da família é fundamental para contornar possível dificuldade. Hoje em dia já existem leis de proteção à mãe adotiva, com licença maternidade que permite uma atenção e a amamentação. Acordos com os empregadores também são possíveis para arranjos de férias e saídas em horários compatíveis com a amamentação.
Texto disponibilizado pela ONG “Amigas do Peito”, criada em 1980, trabalha com a promoção, o apoio e proteção da amamentação. O contato pessoal com outras mães às vezes é impossível e como alternativa há o Disque Amamentação, um atendimento telefônico para todos que necessitam respostas imediatas - (021) 22857779.
ENTREVISTA: HISTÓRIAS DE AMOR, ADOÇÃO E GRATIDÃO EM LIVRO
Uma história de amor incondicional que chegará às bancas. Ainda está sem prazo de lançamento, mas para o gestor em Vendas Paulo Roberto Flores Castello Branco de Freitas, 33 anos, carioca de nascimento e morador de Florianópolis, Santa Catarina, falar sobre adoção é falar também de gratidão, de vida. E não só a sua história será contada, mas sim também outros relatos de filhos adotivos.
PAIS ADOTIVOS SA entrevistou Paulo Roberto Freitas e apresenta mais sobre uma história de vida, de fé e de orgulho. Orgulho em ter uma família, orgulho em ser brasileiro e orgulho em militar favorável à adoção e ao final feliz de inúmeras histórias que povoam abrigos pelo país afora:
Pais Adotivos SA: O que a palavra adoção significa para você?
Freitas: Adoção deve significar amor incondicional.
Pais Adotivos SA: Como foi a tua história de adoção?
Freitas: Fui adotado com dois meses de idade no Rio de Janeiro, no lar Fabiano de Cristo. Meus pais podiam ter filhos biológicos, mas optaram pela adoção. Desde que me conheço por gente já sabia que era filho por adoção e sempre encarei isso de forma, segura, natural e com muito orgulho. Como sou negro e meus pais brancos, muitas vezes tive que estufar o peito para justificar nossa diferença física que é evidente. Situação esta que nos leva a situações pitorescas em nossa sociedade preconceituosa, como por exemplo, quando me despeço de meu pai com um beijo no rosto. As pessoas em volta olham assustadas como se dissessem: Olha só o coroa pegando o negão mais novo ! Meus pais tiveram muita habilidade para abordar o tema desde criança, de forma que cresci de forma saudável, sem traumas e com muito orgulho, sempre me achando especial em relação aos demais.
Pais Adotivos SA: Você também tem outros irmãos adotivos.. como se deu a chegada deles em tua família, o que levou teus pais a também adotarem mais filhos? Eles te prepararam para esta chegada?
Freitas: Tenho mais dois irmãos adotivos. Minha irmã chegou quando eu tinha 3 anos e meus pais me prepararam bem, fazendo com que eu a desejasse antes mesmo edla chegar. Com meu irmão – dez anos mais novo – foi a mesma coisa, só que no caso dele eu pedi que o adotassem.
Pais Adotivos SA: Você conhece sua família biológica, mantém contato com eles?
Freitas: Não conheço minha “família” biológica e nunca tive uma curiosidade. Oro para que eles estejam bem e não sofram pela minha ausência, até porque a atitude deles me levou a ter a família maravilhosa que tenho hoje.
Pais Adotivos SA: Você aprendeu a os perdoar. O que a palavra perdão diz a ti?
Freitas: Não tive que perdoar ninguém. Mas o perdão é um ato de nobreza mesmo.
Pais Adotivos SA: A iniciativa de escrever um livro partiu do desejo de compartilhar a tua própria história ou foi de dar vazão e conhecimento de outras histórias?
Freitas: O livro é um apanhado de depoimentos dos filhos adotivos. Sempre que se fala em adoção, as pessoas recorrem sempre aos pais e “especialistas”no assuntos – os estudiodos. Não entendo o motivo pelo qual os filhos adotivos não aparecem nos livros, nas matérias publicadas...
Pais Adotivos SA: Você sente que o tema Adoção ainda é pouco abordado em nossa sociedade? Ainda é tratado de forma superficial, onde a adoção é vista como um ato de caridade?
Freitas: A adoção é abordada de forma superficial e vista como uma atitude de caridade. Inclusive muitos pais adotivos, ficam esperando uma espécie de reconhecimento por terem adotado e isso é errado. Qualquer problema que se dá com uma criança que foi adotada, logo apontam: coitadinho, ele faz isso porque foi a dotado, deve ser algum trauma. Esquecem que problemas educacionais, relativos até mesmo à fasse de crescimento, adolescência são inerentes a todos os jovens.
Pais Adotivos SA: Você tem filhos? Pretende ter filhos adotivos?
Freitas: Ter filhos é um sonho que ainda não realizei. Pretendo adotar.
Pais Adotivos SA: Adotaria um bebê ou uma criança maior? Tens preferência por sexo, cor...
Freitas: Adotaria , sem problemas. As pessoas acreditam que adotando um filho recém –nascido, estão adotando alguém “0 km”, sem passado. As maiores acabam ficando para trás. E aí fica a pergunta: quando namoramos alguém ou casamos, essas pessoas não tem um histórico de vida? E mesmo assim não acabamos nos apaixonando por ela? Acredito que seja mais ou menos por aí... Mas cabe ressaltar que não somos uma ciência exata, não há como rotular ou conceituar tudo.
Pais Adotivos SA: Você deseja que seu livro seja mais um instrumento de conscientização e formação em torno da adoção?
Freitas: O livro funcionará como um pouco de voz dos filhos por adoção, mostrando que não somos melhores, nem piores, apenas filhos. Mostrar a trajetória de pessoas adultas, que vivenciaram vários enredos, desde contos de fada até coisas absurdas.
Pais Adotivos SA: O que se deve promover para incentivar a discussão em torno do tema adoção, e, conseqüentemente, mobilizar mais casais (ou não) para adotar?
Freitas: Acho que devemos ter mais discussões e debates sobre o tema. Inclusive, o incentivo à adoção deve ser tratado com muito cuidado pois o foco e a proteção deve visar O FILHO e não os pais. Tem muito casal que procura o processo de adoção para estancar problemas de relacionamento.
Pais Adotivos SA: Você participa de algum Grupo de Apoio à Adoção? Como avalia este tipo de atividade?
Freitas: Participo do GEAAF (Grupo de Estudo e Apoio a Adoção de Florianópolis). Como o próprio nome sugere, promovemos discussões e orientações aos pais que desejam adotar, tendo o respaldo de profissionais capacitados e de famílias que vivenciam o assunto.
Pais Adotivos SA: Que mensagem gostaria de deixar a todos aqueles que forem se candidatar a adoção? Quando teu livro irá chegar as bancas?
Freitas: A mensagem que deixo é de que as pessoas que tiverem o anseio de adotar, façam isso de coração aberto, visando sempre a criança, sem a espera por recompensas ou reconhecimento. Acredito que a recompensa real é o amor sincero que terão de seus filhos.O livro ainda não tem uma data para ir às bancas, mas espero que em breve esteja à disposição da sociedade.
Entrevista cedida por Paulo Freitas, que participa do GEAAF - Grupo de Estudo e Apoio a Adoção de Florianópolis: http://entreaspasbypauloflores.blogspot.com/


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